segunda-feira, 12 de abril de 2010

AS CINCO PESSOAS QUE VOCÊ ENCONTRA NO CÉU

Ontem, assisti ao filme As cinco pessoas que você encontra no céu (The five people you meet in heaven, em seu título original), produção norte-americana de 2004, realizada para a TV.

O filme é baseado no livro com o mesmo título escrito por Mitch Alborn (e pode ser encontrado no Brasil, publicado pela Editora Sextante). 

A história começa com a morte de Eddie, um mecânico de um parque de diversões, que morre em um acidente, enquanto tentava salvar uma garotinha, no mesmo dia em que completa 83 anos. 

Após a sua morte, Eddie é levado ao céu, onde encontra cinco pessoas que, de alguma forma, participaram de sua vida e tentam explicar a um desiludido mecânico, que nunca viu importância em seu trabalho e, em geral, em sua existência, o quanto ela foi significativa.

A mensagem do filme, que pode ser resumida ao axioma "toda a vida é sagrada; todas as vidas estão conectadas", é desenvolvida na obra a partir das reflexões de Eddie e das pessoas que encontra em seu caminho após sua morte. 

Trata-se de um filme que aborda um tema espiritual. E os temas espirituais, em última análise, são aqueles que realmente deveriam nos interessar, pois somente por meio deles podemos dar às nossas vidas um dom precioso que vem se perdendo nos dias de hoje: significado ou propósito. 

Vivemos em um mundo cada vez mais secularizado, onde opções religiosas foram transferidas para a esfera individual das pessoas e não fazem muito mais diferença naquilo que entendemos como "mundo real", ou seja, o mundo em que trabalhamos, vamos ao cinema ou ao restaurante. 

Fomos ensinados a manter a nossa vida espiritual - quando ela existe - trancada entre quatro paredes. Na maior parte dos casos, as pessoas limitam essa esfera de suas vidas à presença em cultos ou igrejas uma vez por semana, durante, no máximo, duas horas. 

Tenho escrito muito neste blog sobre a minha incapacidade de seguir esse esquema. Não sou melhor do que ninguém; não sou mais iluminado do que ninguém - e quem me conhece sabe muito bem disso. O fato de eu não agir como supõe-se seja o correto decorre muito mais da minha inaptidão generalizada do que de motivos ocultos e profundos. 

Mas o fato é: eu não separo a minha vida "espiritual" da minha vida "secular". As duas caminham juntas comigo e vamos tentando nos entender ao longo desse caminho. Admito que, na maioria das vezes, uma vence a outra em um embate acirrado e que a vitória, muitas vezes, depende de uma série de circunstâncias externas, sob as quais tenho pouco ou nenhum controle.

O ponto que quero reforçar é bem simples: a concepção de que, por exemplo, a morte não significa o fim da existência, mas simplesmente sua transformação em um outro tipo de vida, oferece sentido à existência no aqui e no agora. 

Mesmo que esse propósito final escape completamente à minha compreensão, ele existe. É um fato. É real.

E eu creio nisso com todas as forças. 

Paz e Bem!

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