Tenho olhado ao redor.
De vez em quando, com assustadora frequência, vejo idiotas explodindo de ódio, tentando arrastar outros consigo.
Vejo também que pouca coisa muda; e que sempre temos mais do mesmo.
Aos poucos, minha vida fica menor e menor; e meu coração, maior, enorme.
Preciso aprender a conciliar as duas coisas.
Mas como conciliar o coração?
Paz e Bem!
Senhor, dai-me serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu posso, e sabedoria, para que eu saiba a diferença.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
DE A FOLHA DE S. PAULO
Pastor ameaça reconsiderar decisão de não queimar Alcorão após acordo ser desmentido DE SÃO PAULO Atualizado às 22h17. O pastor da Flórida Terry Jones disse nesta quinta-feira que mentiram para ele e que, por isso, está reconsiderando sua decisão de não queimar o Alcorão. Mais cedo, o líder da pequena igreja evangélica Dove World Outreach Center, na cidade de Gainesville, anunciou ter suspendido seu polêmico projeto de queimar 200 cópias do livro sagrado do islamismo no próximo sábado, nono aniversário dos ataques de 11 de Setembro. Jones alegou ter feito um acordo com líderes muçulmanos que planejam construir um centro cultural islâmico e uma mesquita perto do local dos atentados de 11/9, em Nova York. O projeto recebe forte oposição entre conservadores nos EUA. Porém, os líderes muçulmanos diseram que não foi feito nenhum acordo para mudar o lugar da construção. | ||||
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| O imã Muhammad Musri fala em entrevista coletiva na Flórida, enquanto o pastor Terry Jones escuta |
Porém, fontes próximas ao imã de Nova York, Feisal Abdul Rauf, disseram que não houve nenhum acordo para mudar o local de construção do centro islâmico.
O próprio Musri também afirmou que nenhum acordo foi feito para mudar o local de construção da mesquita. Segundo ele, a oferta foi apenas de organizar uma reunião entre o reverendo Jones, o imã de Nova York e ele mesmo, para conversarem sobre a localização da mesquita.
"Estou grato que o pastor Jones decidiu não queimar nenhum Alcorão. Porém, eu não conversei com o pastor Jones", diz Musri em comunicado. "Estou surpreso pelo anúncio deles. Não vamos brincar com nossa religião ou outra. Também não vamos fazer permutas. Estamos aqui para estender nossas mãos para construir paz e harmonia."
Ele disse ter contado a Jones que também não concorda com a construção da mesquita perto do "Ground Zero", e que fará tudo que está a seu alcance para mudar o local.
Ao ser informado sobre a negativa do acordo, Jones reagiu. "Agora só estamos pondo uma suspensão temporária em nosso evento planejado", disse Jones. "Aceitamos a suspensão porque, neste momento, estamos verdadeiramente decepcionados e muito afetados, porque se isso é verdade, ele [Musri] mentiu para nós muito claramente", disse. "Seríamos obrigados a reconsiderar nossa decisão, porque cancelamos [o plano] com base em sua palavra. Entendo que agora está voltando atrás dizendo que não disse isso."
POLÊMICA
Os planos de queimar 200 cópias do livro sagrado do islamismo --religião que Jones considera um perigo mundial-- já haviam atraído duras críticas de Washington e o próprio presidente Barack Obama pediu mais cedo na televisão que o pastor desista deste "ato destrutivo".
| Karen Bleier/AFP | ||
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| Jornalista assista vídeo do pastor Terry Jones, que já admite desistir da idéia, se EUA pedirem |
APELO DE OBAMA
Mais cedo, em entrevista ao programa da rede ABC "Good Morning America", o presidente americano, Barack Obama, criticou os planos do pastor Jones e disse que o evento servirá como uma "bonança para o recrutamento" de terroristas pela Al Qaeda.
Obama pediu ainda a Jones que ouça "os melhores anjos" e cancele a campanha prevista para o próximo sábado, exatos nove anos após os atentados terroristas em Nova York e Washington.
"Se ele estiver ouvindo, eu espero que entenda que o que ele está propondo fazer é completamente contrário aos nossos valores como americanos", disse Obama. "Este país é construído na noção de liberdade e tolerância religiosa", continuou o presidente.
"Eu apenas quero que ele entenda que esta pegadinha que ele está planejando pode colocar em grande risco nossos homens e mulheres de uniforme", defendeu Obama, repetindo argumento do general David Petraeus, comandante das tropas internacionais no Afeganistão.
"Olhe, isto é uma bonança para o recrutamento da Al Qaeda. [...] Se o plano for realizado, pode servir de incentivo para indivíduos terroristas se explodirem para matar outros", alertou Obama, em um tom mais direto do que costuma usar em questões nacionais. "Eu espero que ele ouça aqueles melhores anjos e entenda que isto é um ato destrutivo."
A reação de Obama é apenas a mais recente entre o alto escalão em Washington. Nesta terça-feira, a Casa Branca declarou publicamente estar preocupada com a queima do Alcorão e alertou que o projeto coloca em risco as tropas americanas no Afeganistão e pode ser usada por terroristas como campanha contra os EUA. As críticas vieram também do chefe da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Anders Fogh Rasmussen, da secretária de Estado, Hillary Clinton, e do secretário de Justiça, Eric Holder. A lista de críticos inclui ainda a Índia, o Vaticano e a Liga Árabe.
INTERPOL EM ALERTA
A Interpol alertou aos governos do mundo todo nesta quinta-feira para o aumento no risco de ataques terroristas caso o pastor evangélico Terry Jones leve à frente o Dia Internacional para a Queima do Alcorão.
"Se a queima do Alcorão pelo pastor for mesmo realizada, há grande probabilidade de novos ataques contra pessoas inocentes", disse a Interpol em um comunicado divulgado nesta quinta-feira.
O ministro do Interior paquistanês, Rehman Malik, teria pedido à agência que alertasse o mundo todo sobre 'o crescimento da ameaça terrorista' no nono aniversário dos ataques 11 de Setembro ocorridos em Nova York e Washington em 2001.
"Considerando que fomos alertados sobre uma ameaça significativa contra a segurança pública, é nosso dever garantir que essa informação seja repassada às autoridades de todo o mundo para que tomem as medidas adequadas", disse o secretário-geral da Interpol, Ronald K. Noble.
Segundo ele, não há detalhes sobre que tipos de atentados poderiam ocorrer, mas a queima do Alcorão pode ter "consequências trágicas".
A Interpol pediu ainda que qualquer país que receba informações sobre ameaças específicas entre em contato com sua sede, que estará "24 horas em alerta".
COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
AMO CUBA!
Estive em Cuba em 1998, durante a visita do papa João Paulo II (morto em 2005) à ilha. Naquela viagem, participei da Brigada de Solidariedade à Cuba, um programa que convida estrangeiros a visitarem a ilha e participarem de várias atividades voluntárias, como a coleta de laranjas e o corte de cana-de-açúcar, por exemplo.
Além disso, como parte do programa, a Brigada oferece a oportunidade de conhecer toda a ilha, e não apenas a Cuba visitada pelos turistas, com suas praias e hotéis luxuosos.
Naquela época, eu era filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) e era socialista.
Hoje, sou apenas eleitor do PT (com eventual vontade de me refiliar e voltar a bater boca com policiais.) E me considero um socialista moderado.
Hoje, minha participação política se restringe às eleições e a conversas de bar. Mas ainda voto em candidatos que se identifiquem com programas de esquerda, mesmo que de leve.
Como boa parte da esquerda, tenho uma relação de amor e ódio com Cuba, daí meu interesse pelo que se passa na ilha.
Defendo inteiramente a revolução cubana, que trouxe uma série de avanços sociais para a população. E critico inteiramente, com o coração partido, a ditadura em que a revolução foi transformada, processo que retirou tantos direitos dos cubanos.
Durante a minha visita à Cuba, fiquei impressionado com a ausência de indústrias no país, que ainda é uma nação agrícola - seus principais produtos de exportação são a laranja e o açúcar - e com a pobreza em que vive a maior parte da população.
Aqui, é necessário entender - e delimitar claramente - a diferença entre pobreza e miséria. Não existe miséria em Cuba, ao contrário do que vemos nas favelas brasileiras, por exemplo. Em Cuba, não existem pessoas morando ao lado de canais de esgoto.
Conheci hospitais e escolas, que atendem com dignidade o povo, algo que ainda é um sonho para nós, brasileiros, mesmo os que vivem nas regiões mais desenvolvidas. Aqui, o direito à saúde e educação de qualidade está limitado àqueles que podem pagar - e muito - por esses serviços.
Durante a minha visita à Cuba, fiquei impressionado com a ausência de indústrias no país, que ainda é uma nação agrícola - seus principais produtos de exportação são a laranja e o açúcar - e com a pobreza em que vive a maior parte da população.
Aqui, é necessário entender - e delimitar claramente - a diferença entre pobreza e miséria. Não existe miséria em Cuba, ao contrário do que vemos nas favelas brasileiras, por exemplo. Em Cuba, não existem pessoas morando ao lado de canais de esgoto.
Conheci hospitais e escolas, que atendem com dignidade o povo, algo que ainda é um sonho para nós, brasileiros, mesmo os que vivem nas regiões mais desenvolvidas. Aqui, o direito à saúde e educação de qualidade está limitado àqueles que podem pagar - e muito - por esses serviços.
Fiquei impresionado, também, e negativamente, com o medo generalizado que os cubanos sentem em relação ao G2, o serviço de informações, ou seja, a polícia política cubana. Durante a minha estada, conheci um jornalista, que apenas concordou em falar sobre política quando estávamos longe da cidade e ele se sentiu em segurança.
Hoje, Fidel Castro, diz que o "modelo" de Cuba não funciona mais para o seu país. Ao ler a reportagem, percebe-se que El comandante fala apenas do modelo econômico de socialismo estatal. Nenhuma palavra sobre o sistema de governo de partido único.
Entretanto, assim como outras organizações, como a Igreja Católica, por exemplo, acredito que o Partido Comunista de Cuba (PCC) também será forçado a enfrentar as mudanças que vem chegando e se impondo à realidade.
As mudanças terão de acontecer, quer se queira, quer não.
Infelizmente, mudanças na política cubana - com medidas como a legalização de outros partidos políticos e a liberdade de imprensa - terão de ser feitas com a participação da oposição do país, tanto a interna, como a que hoje está exilada em países como os EUA e Espanha, por exemplo.
Ou seja, isso quer dizer que a comunidade cubana em Miami, nos EUA, radicalmente contrária a tudo o que a revolução conquistou, e que preferirá apagar da história a experiência socialista de Cuba, terá de ser levada em conta no processo de democratização.
E isso será muito difícil, pois, em geral, os exilados cubanos nos EUA se alinham à extrema-direita norte-americana, que nunca aceitou a recusa de Cuba em ser um resort em águas caribenhas.
Espero que o país possa se democratizar em breve. Espero que a democratização, ao colocar fim ao domínio absoluto do PCC sobre a vida nacional, possa manter os direitos conquistados com tanto esforço pelo povo de Cuba.
Como sempre, torço pelo melhor dos mundos.
Paz e Bem!
DA AGÊNCIA DE NOTÍCIAS REUTERS
Fidel Castro diz que modelo econômico cubano não funciona mais
Fidel Castro disse que o modelo econômico de Cuba não funciona mais, escreveu um jornalista dos EUA na quarta-feira, após realizar entrevistas com o ex-presidente cubano na semana passada.
Imagem reproduzida do site "theatlantic.com" mostra encontro do jornalista Jeffrey Goldberg (sentado à esq.) com Fidel Castro (camisa xadrez) em aquário de Cuba. Link para a matéria original aqui
O comentário parece refletir a concordância de Fidel - já manifestada numa coluna em abril na imprensa estatal cubana - com as modestas reformas econômicas que vêm sendo promovidas por seu irmão caçula Raúl, atual presidente de Cuba.
Goldberg disse que Julia Sweig, especialista em Cuba na entidade norte-americana Conselho de Relações Exteriores, que o acompanhou a Havana, acredita que as palavras de Fidel reflitam uma admissão de que "o Estado tem um papel grande demais na vida econômica do país".
Tal sentimento ajudaria Raúl, no poder desde 2008, contra membros do Partido Comunista que são contrários às tentativas de enfraquecer o domínio econômico estatal, disse Sweig a Goldberg.
Raio-x de Cuba
Nome oficial: República de Cuba
Forma de governo: Estado Comunista
Capital: Havana
Divisão administrativa: 14 províncias
População: 11.451,652
Idioma: Espanhol
Grupos etnicos: Brancos 65.1%, mulatos e mestiços 24.8%, negros 10.1%
Religiões: Católicos Romanos 85%, protestantes, testemunhas de Jeová e judeus também possuem representação
Fonte: CIA Factbook 2009
Na terça-feira, Goldberg escreveu que Fidel o chamou a Havana para discutir seu recente artigo sobre a possibilidade de um conflito nuclear entre Israel e Irã, com possível envolvimento dos EUA.
O jornalista disse que Fidel criticou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, por fazer comentários antissemitas e negar a existência do Holocausto.
Depois de reaparecer em público após quatro anos de afastamento por motivos de saúde, Fidel se tornou um ativista do desarmamento nuclear. Ele teme uma guerra atômica caso Israel e os EUA tentem impor o cumprimento de sanções internacionais ao programa nuclear iraniano. Washington e seus aliados acusam Teerã de tentar desenvolver armas atômicas, o que a República Islâmica nega.
Fidel também criticou suas próprias ações durante a chamada Crise dos Mísseis, em 1962, quando ele aceitou a instalação de ogivas nucleares soviéticas na ilha e tentou convencer Moscou a atacar os EUA. Na entrevista a Goldberg, ele disse que aquele impasse "não valeu nada a pena".
Durante a visita, Goldberg e Sweig foram com Fidel, a convite dele, assistir a uma exibição de golfinhos no Aquário Nacional de Cuba. Estavam acompanhados pela líder judaica local Adela Dworin, a quem Fidel beijou diante das câmeras, numa possível mensagem aos líderes iranianos, disse Goldberg no seu blog na quarta-feira.
O autor disse que Fidel lhe pareceu fisicamente frágil, mas mentalmente lúcido e com energia.
Irã deveria abandonar anti-semitismo, afirma Fidel Castro
O ex-presidente cubano Fidel Castro disse em entrevista a uma revista americana que o Irã e o seu presidente, Mahmoud Ahmadinejad, deveriam abandonar o anti-semitismo e tentar entender os motivos pelos quais os judeus foram perseguidos em todo o mundo ao longo da história.
Castro convidou o jornalista Jeffrey Goldberg, da revista americana The Atlantic Monthly, para uma conversa em Havana, depois de ter lido um artigo seu sobre as relações entre Israel e Irã.
O ex-presidente cubano está afastado do poder desde 2006 devido a problemas de saúde. Ele renunciou ao cargo em favor do seu irmão, Raúl Castro, que hoje governa Cuba.
Nas últimas semanas, Fidel Castro tem demonstrado que seu estado de saúde melhorou. No mês passado, o líder fez seu primeiro discurso no Parlamento nos últimos quatro anos.
Na semana passada, ele falou a milhares de estudantes da Universidade de Havana. Nas duas ocasiões, Fidel abordou o risco de uma guerra nuclear envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.
Recado Na entrevista para a Atlantic Monthly, cuja primeira parte foi publicada no site da revista na terça-feira, Fidel diz que nenhum povo foi tão perseguido na história quanto os judeus.
"Os judeus tiveram uma existência muito pior que a nossa. Não há nada que se compare ao Holocausto", disse Castro a Goldberg, que é especializado em Oriente Médio. Em seguida, Fidel Castro pede que o jornalista passe o recado para Ahmadinejad.
Em um trecho da entrevista, Fidel faz uma autocrítica sobre a sua posição na crise dos mísseis, durante a Guerra Fria.
Em 1962, a União Soviética instalou uma base militar em Cuba para apontar mísseis para os Estados Unidos, no momento mais tenso da Guerra Fria, quando as duas superpotências quase entraram em guerra nuclear.
"Depois que eu vi o que eu vi, e sabendo o que eu sei hoje, eu sei que aquilo não valia a pena", disse Fidel à revista.
PROJETO
Andei ausente, cuidando da vida sob outros ares e nuvens.
Escreverei menos; tentarei escrever melhor.
Chega de política. Afinal, não existe nada de novo sob o sol, certo?
Fiz mais uma tentativa, uma sondagem, na verdade. Nenhuma mudança. Logo, desistência.
Mais silêncio, na verdade. E entrelinhas verdadeiras.
Paz e Bem!
Escreverei menos; tentarei escrever melhor.
Chega de política. Afinal, não existe nada de novo sob o sol, certo?
Fiz mais uma tentativa, uma sondagem, na verdade. Nenhuma mudança. Logo, desistência.
Mais silêncio, na verdade. E entrelinhas verdadeiras.
Paz e Bem!
sábado, 4 de setembro de 2010
LANÇAMENTO: QUADRINHOS
Camelot 3000, clássico dos anos 80, ganha nova edição no Brasil
É a lenda do Rei Arthur mostrada no futuro
Por Edson Rocha - 03/09/2010 11:32
Muito boa notícia - tirando o preço, claro - para os fãs de quadrinhos. Camelot 3000, um dos grandes clássicos lançados pela DC nos anos 80 (foi de 1982 a 1985), vai voltar às livrarias e comic shops do Brasil agora em setembro. E, desta vez, numa edição decente e não aquele encadernado tosco que a Mythos Editora lançou há alguns anos.
A HQ tem roteiro de Mike W. Barr e desenhos de Brian Bolland e mostra uma versão moderna da lenda do Rei Arthur. A história é a seguinte: no ano 3000 o mundo sofre uma feroz invasão alienígena que pode acabar com a humanidade. E, segundo um antigo escrito, o Rei Arthur voltaria da morte no momento em que a Inglaterra mais precisasse dele. E, com os E.T.s detonando tudo, inclusive em sua terra natal, ele ressurge para lutar pela sobrevivência de seu povo e também de toda a Terra. E ele não volta sozinho: com a ajuda do mago Merlin, Arthur reencarna - em corpos de outras pessoas - todos os cavaleiros da távola redonda, incluindo aí Lancelot, seu mais fiel cavaleiro.
Camelot 3000, além de muitas batalhas épicas, também traz uma trama muito legal que envolve conspiração, traição e romances, o que dá uma dinâmica toda especial para a história. Uma dos grandes conflitos é o romance de Arthur com Guinevere, sua mulher na história original e que também retorna encarnada em outra pessoa. Assim como no passado, Lancelot, Guinevere e Arthur vão viver um triângulo amoroso. A HQ traz também até um caso lésbico, sequência que foi censurada nos anos 80 quando a Editora Abril lançou a minissérie por aqui.
A edição da Panini Comics será do jeito que a HQ merece: capa dura, papel bom e com 324 páginas. O preço é que pega pesado: R$ 82. Mas, na boa, vale o investimento porque é uma das HQs mais sensacionais dos anos 80.
TEXTO RETIRADO DO WEBSITE O CAPACITOR .
É a lenda do Rei Arthur mostrada no futuro
Por Edson Rocha - 03/09/2010 11:32
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A HQ tem roteiro de Mike W. Barr e desenhos de Brian Bolland e mostra uma versão moderna da lenda do Rei Arthur. A história é a seguinte: no ano 3000 o mundo sofre uma feroz invasão alienígena que pode acabar com a humanidade. E, segundo um antigo escrito, o Rei Arthur voltaria da morte no momento em que a Inglaterra mais precisasse dele. E, com os E.T.s detonando tudo, inclusive em sua terra natal, ele ressurge para lutar pela sobrevivência de seu povo e também de toda a Terra. E ele não volta sozinho: com a ajuda do mago Merlin, Arthur reencarna - em corpos de outras pessoas - todos os cavaleiros da távola redonda, incluindo aí Lancelot, seu mais fiel cavaleiro.
Camelot 3000, além de muitas batalhas épicas, também traz uma trama muito legal que envolve conspiração, traição e romances, o que dá uma dinâmica toda especial para a história. Uma dos grandes conflitos é o romance de Arthur com Guinevere, sua mulher na história original e que também retorna encarnada em outra pessoa. Assim como no passado, Lancelot, Guinevere e Arthur vão viver um triângulo amoroso. A HQ traz também até um caso lésbico, sequência que foi censurada nos anos 80 quando a Editora Abril lançou a minissérie por aqui.
A edição da Panini Comics será do jeito que a HQ merece: capa dura, papel bom e com 324 páginas. O preço é que pega pesado: R$ 82. Mas, na boa, vale o investimento porque é uma das HQs mais sensacionais dos anos 80.
TEXTO RETIRADO DO WEBSITE O CAPACITOR .
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
DO VERMELHO
Ao protocolar discursos, Serra assume ser candidato sem projeto
A campanha de Dilma Rousseff (PT) jogou um balde de água fria em setores da esquerda ao trocar seu programa inicial protocolado no TSE por uma versão “amenizada” (leia mais aqui). Mas a campanha de José Serra (PSDB) fez coisa muito pior. Às pressas, compilaram dois discursos do presidenciável tucano e protocolaram como se fosse o plano de governo do candidato. Com o gesto, confirmaram, na prática, o que os analistas vem apontando a tempos: a oposição de direita não tem um projeto para o Brasil.
O documento de 13 páginas traz a íntegra dos discursos feitos por Serra no encontro nacional do PSDB, DEM e PPS, realizado no dia 10 de abril, em Brasília (DF), e na convenção nacional do partido, em Salvador (BA), no dia 12 de junho. De acordo com o PSDB, o documento atende aos requisitos definidos pelo TSE, que pede que o programa básico da campanha esteja anexado aos documentos de registro.
Nos discursos, Serra formula pouquíssimas propostas concretas. A maior parte de suas falas dedicam-se à análise de conjuntura. Serra ataca o governo federal, fala de suas origens, e compara, veladamente, o presidente Lula ao rei francês Luís 14, cujo lema era “o Estado sou eu”.
A coordenação da campanha de Serra não deu nenhuma explicação à imprensa sobre o motivo de ter protocolado os discursos como sendo as diretrizes do plano de governo.
O advogado do PSDB Ricardo Penteado, por sua vez, nega que tenha havido falta de tempo para elaborar um documento específico. “Chegou-se à conclusão de que os discursos já continham essas diretrizes”, disse.
As poucas propostas concretas do programa são vagas. O candidato tucano, por exemplo, promete “acabar com a “miséria absoluta” no país” e criar mais de 1 milhão de vagas em escolas técnicas. No discurso, o tucano também citou a necessidade de ter “prioridades claras”.
Uum capítulo inteiro do documento é dedicado ao desenvolvimento sustentável, no qual destaca apenas a necessidade de aumentar a qualificação da mão de obra e defende genericamente a “sustentabilidade ambiental”.
Nos discursos entregues ao TSE como representativos das propostas de Serra, outro aspecto se destaca. Predominam palavras como “povo”, “brasileiros” e “Brasil”, o que mostra uma tentativa de Serra de tornar sua linguagem mais simples e mais atraente para camadas populares.
Uma série de promessas feitas por ele durante a pré-campanha -como a criação dos ministérios da Segurança Pública e das pessoas com deficiência- não são citadas nos discursos, porém.
A ideia do PSDB é recolher propostas pela internet ao longo da campanha. Para isso, foi criado um site para receber a contribuição dos eleitores. As propostas encaminhadas são filtradas pela equipe de elaboração do programa de governo. O resultado dessa consulta vai descambar no “projeto” de Brasil que a oposição de direita tem a oferecer à sociedade brasileira.
Carta
Serra assina hoje uma carta social para reafirmar o compromisso da campanha tucana com projetos e princípios sociais. A principal intenção é afastar as afirmações de que, se eleito, Serra acabaria com o programa Bolsa Família. O texto foi elaborado por secretários estaduais e municipais de assistência social de partidos aliados à chapa tucana. O documento propõe um “recorte temporal que localize o nascedouro dos programas, projetos e serviços socioassistenciais do Sistema Único de Assistência Social de nosso país”. Os secretários reafirmam que programas como o de erradicação do trabalho infantil, os Centros de Referência de Assistência Social e até o Bolsa Família têm semente plantada durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.
A estratégia do ex-governador de São Paulo é muito semelhante à utilizada pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Na primeira eleição em que conseguiu alcançar a Presidência, Lula editou uma carta aos brasileiros para tentar contornar o temor do mercado financeiro quanto a um possível governo petista. No texto, o então candidato afirmava que uma transição para o que a sociedade brasileira reivindicava deveria ser lenta e compartilhada, sem decisões unilaterais. Lula ainda afirmou que manteria os acordos financeiros internacionais assinados pelo país: “Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país. As recentes turbulências do mercado financeiro devem ser compreendidas nesse contexto de fragilidade do atual modelo e de clamor popular pela sua superação”, escreveu Lula.
A diferença entre a carta de Serra e a de Lula não está apenas no tema de cada uma, mas no histórico de descumprimento de palavra do candidato tucano. Quando foi eeleito prefeito de São Paulo, em 2004, Serra assinou e protocolou no cartório um documento garantindo que cumpriria o mandato de prefeito até o final. Mas dois anos depois rasgou a promessa e deixou a administração municipal para candidatar-se ao governo do Estado.
Seus principais aliados e até o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, já deram declarações e apresentaram propostas no Congresso contra as políticas e os programas sociais do governo Lula. Com estes precedentes, é difícil saber se a “carta” assinada por Serra será levada a sério pelo eleitorado.
Da redação,
com agências
A campanha de Dilma Rousseff (PT) jogou um balde de água fria em setores da esquerda ao trocar seu programa inicial protocolado no TSE por uma versão “amenizada” (leia mais aqui). Mas a campanha de José Serra (PSDB) fez coisa muito pior. Às pressas, compilaram dois discursos do presidenciável tucano e protocolaram como se fosse o plano de governo do candidato. Com o gesto, confirmaram, na prática, o que os analistas vem apontando a tempos: a oposição de direita não tem um projeto para o Brasil.
O documento de 13 páginas traz a íntegra dos discursos feitos por Serra no encontro nacional do PSDB, DEM e PPS, realizado no dia 10 de abril, em Brasília (DF), e na convenção nacional do partido, em Salvador (BA), no dia 12 de junho. De acordo com o PSDB, o documento atende aos requisitos definidos pelo TSE, que pede que o programa básico da campanha esteja anexado aos documentos de registro.
Nos discursos, Serra formula pouquíssimas propostas concretas. A maior parte de suas falas dedicam-se à análise de conjuntura. Serra ataca o governo federal, fala de suas origens, e compara, veladamente, o presidente Lula ao rei francês Luís 14, cujo lema era “o Estado sou eu”.
A coordenação da campanha de Serra não deu nenhuma explicação à imprensa sobre o motivo de ter protocolado os discursos como sendo as diretrizes do plano de governo.
O advogado do PSDB Ricardo Penteado, por sua vez, nega que tenha havido falta de tempo para elaborar um documento específico. “Chegou-se à conclusão de que os discursos já continham essas diretrizes”, disse.
As poucas propostas concretas do programa são vagas. O candidato tucano, por exemplo, promete “acabar com a “miséria absoluta” no país” e criar mais de 1 milhão de vagas em escolas técnicas. No discurso, o tucano também citou a necessidade de ter “prioridades claras”.
Uum capítulo inteiro do documento é dedicado ao desenvolvimento sustentável, no qual destaca apenas a necessidade de aumentar a qualificação da mão de obra e defende genericamente a “sustentabilidade ambiental”.
Nos discursos entregues ao TSE como representativos das propostas de Serra, outro aspecto se destaca. Predominam palavras como “povo”, “brasileiros” e “Brasil”, o que mostra uma tentativa de Serra de tornar sua linguagem mais simples e mais atraente para camadas populares.
Uma série de promessas feitas por ele durante a pré-campanha -como a criação dos ministérios da Segurança Pública e das pessoas com deficiência- não são citadas nos discursos, porém.
A ideia do PSDB é recolher propostas pela internet ao longo da campanha. Para isso, foi criado um site para receber a contribuição dos eleitores. As propostas encaminhadas são filtradas pela equipe de elaboração do programa de governo. O resultado dessa consulta vai descambar no “projeto” de Brasil que a oposição de direita tem a oferecer à sociedade brasileira.
Carta
Serra assina hoje uma carta social para reafirmar o compromisso da campanha tucana com projetos e princípios sociais. A principal intenção é afastar as afirmações de que, se eleito, Serra acabaria com o programa Bolsa Família. O texto foi elaborado por secretários estaduais e municipais de assistência social de partidos aliados à chapa tucana. O documento propõe um “recorte temporal que localize o nascedouro dos programas, projetos e serviços socioassistenciais do Sistema Único de Assistência Social de nosso país”. Os secretários reafirmam que programas como o de erradicação do trabalho infantil, os Centros de Referência de Assistência Social e até o Bolsa Família têm semente plantada durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.
A estratégia do ex-governador de São Paulo é muito semelhante à utilizada pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002. Na primeira eleição em que conseguiu alcançar a Presidência, Lula editou uma carta aos brasileiros para tentar contornar o temor do mercado financeiro quanto a um possível governo petista. No texto, o então candidato afirmava que uma transição para o que a sociedade brasileira reivindicava deveria ser lenta e compartilhada, sem decisões unilaterais. Lula ainda afirmou que manteria os acordos financeiros internacionais assinados pelo país: “Premissa dessa transição será naturalmente o respeito aos contratos e obrigações do país. As recentes turbulências do mercado financeiro devem ser compreendidas nesse contexto de fragilidade do atual modelo e de clamor popular pela sua superação”, escreveu Lula.
A diferença entre a carta de Serra e a de Lula não está apenas no tema de cada uma, mas no histórico de descumprimento de palavra do candidato tucano. Quando foi eeleito prefeito de São Paulo, em 2004, Serra assinou e protocolou no cartório um documento garantindo que cumpriria o mandato de prefeito até o final. Mas dois anos depois rasgou a promessa e deixou a administração municipal para candidatar-se ao governo do Estado.
Seus principais aliados e até o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, já deram declarações e apresentaram propostas no Congresso contra as políticas e os programas sociais do governo Lula. Com estes precedentes, é difícil saber se a “carta” assinada por Serra será levada a sério pelo eleitorado.
Da redação,
com agências
TSE EXPLODE GOLPE DE SERRA
Infelizmente - para os demotucanos, e só para eles - a tentativa de cassar a candidatura da candidata do PT à presidência, Dilma Roussef, deu com os burros n´água. O que já era de se esperar.
Ontem, o TSE julgou sem fundamento a alegação da campanha serrista de que Dilma e sua campanha seriam responsáveis pela quebra de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato da tucanaiada.
Para o TSE, as alegações elaboradas pela campanha de Serra não provam pitonga nenhuma.
Agora, a derrota no TSE não significa que Serra e seus coleguinhas vão parar de falar sobre o tema. Afinal, a idéia por trás dessa manobra é tentar, a qualquer custo, forçar um segundo turno. Por enquanto, ainda não se vê nenhuma mudança nas pesquisas que registram a intenção de votos dos eleitores.
E aí? A que horas começa a virada?
Paz e Bem!
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