quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PLANO DE TRABALHO

Esta postagem é, em verdade, uma espécie de plano de trabalho. Algo para me lembrar de algo que me propus a fazer.

Bom, pretendo encerrar as postagens até o dia 18, quando embarco em uma viagem sem lenço e nem documento. E com destino incerto.

O bom de viagens assim é que, se você não sabe exatamente por onde vai começar, não tem também como saber onde vai terminar.

Sem lenço, nem documento. Sem destino.

Paz e Bem!

AMÉLIE POULAIN, FINALMENTE!

Ontem, depois de quatro anos, quatro meses e 21 dias de atraso, assisti ao filme "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". Acabo de desligar o DVD e a TV, e tive de me sentar aqui para escrever algo.



Quando escrevemos sobre algo, falamos sobre como esse algo - seja ele uma pessoa, um filme, uma música, ou simplesmente o balançar de folhas de uma árvore ao vento, no final de uma tarde - nos tocam, nos movem e, com sorte, mudam o nosso mundo.

No meu caso, Amélie Poulain irá se tornar uma amiga, por seu incrível jeito de olhar o mundo e ver as pessoas. Espero que sejamos bons amigos e que, aos poucos, poucos, eu consiga me tornar um pouquinho mais como ela. Radiante. Cheia de esperança.



E é exatamente dessa forma que ela consegue enxergar as pessoas: com um sorriso, com olhos cheios de inocência, amor e felicidade.

Um dia, quando eu crescer, talvez consigo olhar as coisas da mesma forma. Por enquanto, para minha vergonha, meus olhos ainda são cheios de areia e pesados. Eles quase não brilham, na maior parte do tempo.




O filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d´Amélie Poulain, no original francês) foi realizado em 1997, e estourou nas bilheterias. O que é difícil para um filme francês, principalmente pela barreira do idioma e da própria temática do cinema europeu em geral, e francês, em particular.

Amélie é uma mulher comum, ou seja, extraordinariamente incomum, que vivem em um universo de fantasia e romance. Trabalha como garçonete no Café Deux Moulins, mas, na verdade, sua principal atividade é desvendar alguns mistérios da vida.

No filme, se prestarmos atenção, percebemos que todas as pessoas são milagres, e que todos os acontecimentos, por mais fortuitos e banais, têm significado.

Amélie é uma romântica, ou seja, ela acredita na possibilidade do amor perfeito.

Se nós fôssemos amigos, ela conversaria comigo e me ensinaria um ou dois segredos, algo que descortinaria, para mim, todo um mundo.

Sim, eu deveria ter sido o Nino. E o pior, a verdade esmagadora: eu poderia ter sido o Nino.

Paz e Bem!


REFERÊNCIA

O texto abaixo foi retirado do website do pastor Caio Fábio.

O endereço eletrônico é http://www.caiofabio.com.br

Como sempre, recomendo a leitura!

Paz e Bem!

O MEDO É A FÉ NO AZAR!

O medo é um poder dos maiores que existem…
Sim, o medo opera como a fé em antítese...
Assim como pela fé todas as coisas se organizam em nosso favor, pelo medo todas as coisas se organizam de modo negativo contra nós...
Azar é o processo que o medo deflagra...
Sim, o azar é o medo em processo e sistematização...
Mais: o azar é a fé do medo...
Por isto se diz: “Aquilo que eu mais temia isso mesmo me sobreveio!
Uma mente tomada de medo é uma usina de fantasmas, demônios e toda sorte de liberação de energia psíquica auto-destrutiva...
Poltergeist [Poltergeist - Wikipédia, a enciclopédia livre] é apenas uma manifestação do medo...
Sim, o medo humano é capaz de matar e de morrer...
Quem tem medo ainda não foi aperfeiçoado no amor, pois, no verdadeiro amor não existe medo...
O amor inocenta a vida em relação ao poder do medo!  
Mas aquele que teme..., que anda culpado..., que aceitou a terror como vereda..., que deixou o medo ser o guia de sua alma... — esse entrou no túnel do azares e dos poderes auto-destrutivos...
Quando a mente entra no terror até Jesus vira fantasma!...
É um fantasma!” — gritou Pedro no meio do medo...
Numa casa, quando há uma alma entregue às forças do azar, do medo sistêmico, e da culpa neurótica, o resultado sempre é que as coisas são jogadas pelos ares... ainda que não haja nenhum Poltergeist...
Sim, de súbito a vida começa a se tornar um caos, e tudo quanto se temia nos sobrevém...
Aquele, porém, que anda em fé, e que não teme mais nada, e que de nada se ocupa quanto ao morrer ou quanto ao encontro com a dor..., esse caminha livre, e, estranhamente, desse também os males fogem...
Creia nisto!
Não inventei nada...
Este é também ensino do Evangelho!

Nele, em Quem todo medo deve morrer,

Caio

REFERÊNCIA

O texto abaixo foi escrito pelo meu bom amigo Júlio, um dos meus colega de Mestrado.

Achei legal e sugiro a leitura.

Paz e Bem!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

POBRE DEMO

Pobre demo

Por Julio César
Psicólogo e mestrando em Ciências da Religião

O DEM (Democratas), o nem um pouco antigo PFL (Partido da Frente Liberal), nasceu de uma dissidência no PDS (Partido Democrático Social), antiga ARENA (Aliança Renovadora Nacional), partido que deu sustentação ao regime militar, e atual PP (Partido Progressista), de Paulo Maluf, Severino Cavalcanti, José Janene e cia., integrante da base lulista. O motivo foi a vitória de Paulo Maluf na convenção do PDS que elegeu o candidato que enfrentaria Tancredo Neves, do PMDB, na disputa presidencial indireta em 1985. Apoiadores do candidato derrotado Mario Andreazza, ex-ministro do Transporte, nos governos Costa e Silva e Médici, capitaneados por Antonio Carlos Magalhães, José Sarney, Aureliano Chaves, vice de Figueiredo, e Marco Maciel saí ram do partido, formaram a “frente liberal” e se aliaram a candidatura oposicionista.
Sarney ocupou a vice na chapa de Tancredo, e com a morte deste a presidência caiu no seu colo. Por ironia do destino um filhote abastado da ditadura foi o primeiro presidente civil depois de 25 anos do regime, quem encaminhou a transição democrática, com ACM no ministério das Comunicações, Aureliano Chaves no das Minas e Energia, Marco Maciel no da Educação e depois na Casa Civil.
            De Sarney a Fernando Henrique o PFL esteve no centro do poder, e foi o principal aliado. No governo tucano ocupou a vice-presidência com Marco Maciel. Com a vitória de Lula foi forçado a mudar de habito, trocar de papel, ser oposição, o que nestes quase oito anos de lulismo, a semelhança de seu parceiro, o PSDB, não conseguiu fazer bem feito. Ora representa de modo insosso, ora de modo patético.
Além disso, o DEM tem sofrido tem uma desidratação crônica. Em 1998 sua bancada na câmara e no senado era composta de respectivamente de 105 e 20 integrantes. Atualmente é de 55 e 13. Em 1998 elegeu seis governadores, já em 2006 apenas um. E para complicar ainda mais o seu quadro clínico, o único governador , José Roberto Arruda, do Distrito Federal, que até 15 dias atrás era sua principal vitrine e uma forte moeda de barganha política, para faturar a vice de Serra ou Aécio, dado seu governo ter mais de 70% de aprovação, foi pego com “as mãos na lama”, envolvido até “o pescoço” com o mensalão dos demos e associados brasilien ses.
Para mim há pelo menos quatro causas que ajudam a compreender o quadro degenerativo do DEM.
  1. Contradição genética: quem fecundou o partido, teoricamente liberal, defensor de uma economia de mercado com regulação mínima do Estado, pró-privatizações, foram caciques patrimonialistas, coronéis semi-capitalistas, que se enriqueceram com o sucateamento do Estado, usando o espaço público para fazer seus negócios e explorando os pobres por meio da política do “pão e circo”. 
Esta contradição encontra paralelo no regime militar brasileiro, que apesar de ser uma ditadura de direita, criou mais de uma centena de estatais, principalmente no governo Geisel.
  1. Desenraizamento popular: o partido não tem um lastro social, não tem uma faixa do eleitorado com alto grau de fidelização, não consegue vender suas idéias no atacado. O PT tem uma forte inserção no funcionalismo público, no sindicalismo, no movimento estudantil e em setores da intelectualidade e do meio artístico. O PSDB tem em outros setores da intelectualidade e do meio artístico, nas classes médias, tecnocrata e ilustrada, e nos grandes veículos da mídia. O PV tem entre os ambientalistas. Mesmos os partidos nanicos a esquerda do PT, PSOL, PC do B e PSTU, embora raquíticos eleitoralmente, controlam boa parte das faixas em que o PT é hegemônico, além de terem militâncias aguerridas e missionárias.
O empresariado, que em tese poderia ser um setor simpático ao DEM, pela bandeiras da redução dos impostos, é pouco articulado politicamente, tem uma visão sistêmica precária, e tem uma tendência economicista, isto é, vota em quem oferece melhores condições para seus negócios lucrarem, os referenciais políticos e partidários ficam em segundo plano, isto quando são considerados.
O DEM precisaria convencê-los de que os altos lucros que grande parte do setor tem tido no governo Lula seriam ainda maiores se suas idéias fossem implantadas. Precisaria persuadir os banqueiros de que o recorde nos lucros que eles tiveram no lulismo seria quebrado quando os demos voltassem ao governo. Não é a toa que há setores do empresariado que preferem a Dilma, ex-guerrilheira marxista-leninista ao Serra.
  1. Falta de líderes carismáticos: Pode-se alegar, com razão, que o PMDB numericamente o partido mais forte, também não tem uma faixa social fidelizada, e mesmo assim é o maior cotista no mercado político. Todavia, o PMDB tem líderes de grande projeção regional, que gostemos ou não, controlam amplas faixas do eleitorado, como José Sarney, Jader Barbalho, Jarbas Vasconcelos, Roberto Requião, Iris Rezende, Pedro Simon e Sérgio Cabral que agregam capital ao partido. Além do que, seu amplo pluralismo permite que se alie no todo ou em partes a quem estiver no poder.
A liderança mais expressiva do DEM, ACM, que ainda era muito forte na Bahia, faleceu no ano da “refundação” do partido. O ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, na sua terceira administração, minou sua projeção local e implodiu seu eventual potencial para se projetar nacionalmente. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi uma surpresa, um ganho inesperado para o partido, levando-se em conta que o partido era inexpressivo na maior cidade e no terceiro maior orçamento do país. Todavia, embora seu governo, a meu ver, seja mediano com oscilações positivas em algumas áreas e negativas em outras, seu perfil tecnocrático aliado ao fato de que ainda é um satélite do Serra, permite a sigla no máximo vislumbrar, com muito custo, vôos estaduais.
É preciso uma refundação de fato, não de direito, se o DEM não quiser morrer de inanição, e ser o que nunca foi, uma alternativa conservadora autêntica, uma direita respeitável.

ALGUMAS FRASES DO ORKUT

Esta postagem será dedicada a fazer um catálogo de frases interessantes encontradas em perfis do Orkut. O critério para definir o que é interessante ou não, é puramente particular.

Ou seja, egoísta mesmo.

Estarei sempre atualizando.

Paz e Bem!

"Já que tem Copa em 2014 e Olimpíadas em 2016, a gente bem que podia enforcar 2015." carioca anônimo 

" É nosso direito manter nossa liberdade. É nosso dever respeitar a todos os outros." Proudhon.

ELES FAZEM A MINHA CABEÇA

A partir de agora, este blog vai se dedicar, também, a divulgar outros blogs e websites. Afinal, propaganda é a alma do negócio e precisamos espalhar a palavra, seja ela qual for.

As sugestões de leitura poderão ser encontradas em dois lugares: o primeiro, no corpo das próprias postagens, quando estiver sendo divulgado um texto de algum outro autor. E, o segundo, na recém-criada seção "Eles fazem a minha cabeça", que fica no canto inferior esquerdo da tela.

E, se você gostou deste blog, é capaz que simpatize com os outros também.

Pode visitar. Eles são legais. Mesmo.

Paz e Bem!

BREVE REFLEXÃOZINHA E UMA HOMENAGEM

O Orkut é o meio mais fácil de você fazer aquelas amizades superficiais que existem hoje em dia. É um espaço para pequenas trocas de confidências, pequenos carinhos e pequenos desabafos.

E este é o problema, pelo menos para mim. Cansei de ter pouco, cansei de ser pouco. Não quero mais nada que seja pequeno.

É claro que, vez ou outra, topamos com uma amizade de verdade, mas sempre aconselho a mesma coisa: tire essa pessoa do Orkut assim que for possível e esbarre com ela. Torne-a real. E, sim, torne-se real você também. O tranco é pesado, mas é melhor ter amigos de carne, osso, sangue e coração, não é mesmo?

No meu caso, uso o Orkut para encontrar velhos amigos e para começar a construir novas amizades. Afinal, amigo de amigo meu, pode ser meu amigo também.

Outro ponto legal é que, por meio do Orkut, você descobre um pouco mais a cada dia da infinidade de blogs existentes por aí. E as pessoas escrevem muito bem, cada uma partilhando um pouco de sua visão das coisas.

E não se engane: a sua visão é limitada. Você enxerga as coisas com lentes, leitor, ou leitora.

No meu caso, a minha pior fraqueza são as comunidades: eu entro em quase todas e, depois, para minha vergonha, nunca mais as visito.

Hoje, por exemplo, devo ter entrado em umas dez, todas relacionadas à obra do escritor norte-americano Robert Erwin Howard, criador de maravilhosos personagens, como Conan, o Cimério e Salomon Kane.



Este, na foto, com cara de gângster americano da década de 1930, é o Senhor Howard. Ele era escritor e publicava seus sensacionais contos em revistas literárias pulp (revistas baratas de literatura, com contos sobre terror, faroeste e fantasia).

Infelizmente, como acontece na maioria dos casos, seu trabalho só foi reconhecido anos depois de sua morte, ocorrida em 1936.

Hoje, personagens como Conan, o Cimério (não me diga que você nunca viu nenhum filme do bárbaro estrelado por Schawarzzenneger, o Governador do Futuro!) rendem uma baita grana à Fundação R. E. Howard, mas o homem morreu na miséria.

Não existe justiça nesse mundo...

Paz e Bem!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

TORTURA CHINESA

Hoje, se tudo der certo, assisto Amélie Poulain e Doutor Jivago.

Lembranças, memórias e saudades.

Paz e Bem!