domingo, 20 de março de 2011

SE PUDER, LEIA COM OLHOS AMOROSOS

Hoje, pela manhã - na verdade, desde ontem, para ser honesto - eu resolvi romper um relacionamento. 

Os motivos para o rompimento, mesmo que pessoais, podem ser resumidos a uma simples frase: eu não posso e não vou esperar por algo que parece que não vai acontecer.

Ou seja, no fundo, no fundo, o problema tem a ver com a minha impaciência e essa mania de querer ver tudo resolvido assim que possível.

Infelizmente, resoluções nem sempre dependem só de nós. 

Uma nota pessoal: Sei que você lê este blog e sei que você sabe sobre o que estou falando. E eu sinto muito.

Por outro lado, existe uma chance mínima de que a minha impaciência - se vista com olhos carinhosos - possa lhe motivar a fazer algo que, espero, você queira fazer.

Ou não...

Quem sabe, um dia?

Ainda assim, com todo o carinho, Paz e Bem!

A CONVERSÃO DE SAULO

A conversão de Saulo, segundo Michelangelo Caravaggio, pintor italiano do século XVI.

Saulo, mais tarde conhecido como o apóstolo cristão Paulo, era um judeu, da seita dos Fariseus, responsável pela caça e extermínio dos cristãos, que, em sua opinião, eram uma "seita malévola". 

Quando se encaminhava à cidade de Damasco, Saulo foi cegado por uma visão de Jesus - "Saulo, por que me persegues", Ele teria dito - e sua vida nunca mais foi a mesma. 

Eu acredito nessa história, pois ela é improvável. Ou, melhor dizendo, se não tivesse acontecido - e sabemos que a existência de Paulo, como personagem histórico, é inegável - seria impossível simplesmente inventá-la.

Paz e Bem!

sábado, 19 de março de 2011

DO JORNAL AGORA: EDUCAÇÃO TUCANA EM SP

Piora o desempenho de estudantes em português

Caio do Valle

do Agora; matéria publicada em 19 de março de 2011.

Piorou o desempenho dos alunos do 3º ano do ensino médio da rede estadual em língua portuguesa no ano passado, mostram os resultados do Saresp (avaliação do governo estadual) divulgados ontem pela Secretaria de Estado da Educação. 

 Serra durante a greve dos professores. Ele é do Bem!

No comparativo com 2009, a queda foi de 8,9 pontos, passando de 274,6 para 265,7 --a avaliação vai de 0 a 500. Estudantes do 9º ano do ensino fundamental também apresentaram recuo na disciplina: a pontuação deles caiu de 236,3 para 229,2 pontos. 

A tendência de retração nos índices é verificada em quatro das seis pontuações divulgadas pelo governo. 

Além disso, no caso dos estudantes do 3º ano do ensino médio, cresceu o percentual dos que tiveram desempenho considerado "insuficiente" em conhecimentos de português --os que estão nesse nível subiram de 29,5% há dois anos para 37,9% agora.

E, NO CHILE...

DESSERVIÇO PÚBLICO

 A nova cédula vigente na cidade de São Paulo. 
Ela visa facilitar a exploração do povo pelo transporte "público".

DEUS E O DINHEIRO

A proposta deste texto é oferecer algumas considerações sobre as relações entre a Espiritualidade - entendida como um exercício constante em busca de Deus - e o Dinheiro, aqui, visto como o apego ao conforto material, e a consequente busca por acumulação de bens e posses. 

 
Mesmo que esta postagem não tenha como objetivo mais do que oferecer algumas ideiais iniciais sobre o tema, e isso de forma absolutamente despretensiosa, tendo como base apenas reflexões pessoais, sobre as quais eu sou inteiramente responsável, seria interessante o autor se posicionar a respeito. Logo, é o que vou fazer agora.

Minha opinião, estritamente pessoal, tem como base duas premissas. 

A primeira: o dinheiro é malévolo por sua própria natureza. 

E, a segunda: entretanto, apesar disso, não é possível viver sem dinheiro na atual sociedade, em que somos obrigados a sobreviver. 

A primeira premissa é uma afirmação categórica que, neste momento, com base em minha experiência pessoal, não permite contradições.
O dinheiro é malévolo.

Essa premissa contradiz a noção, tão comum hoje em dia, de que as coisas - dinheiro, sexo e distrações, por exemplo - não são ruins em si mesmas, mas o que pode ser pernicioso ou prejudicial seria o uso que se faz delas. 

Infelizmente, essa noção de que o dinheiro pode ser algo bom, dependendo de como dele fazemos uso, penetrou nas mentes e corações de todos. Até mesmo das igrejas "cristãs".
Entretanto, Jesus Cristo, cujos ensinamentos deveriam ser a espinha dorsal de qualquer grupo que se defina como "cristão", afirmou:
"Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem traça nem ferrugem corroem e onde ladrões não minam nem roubam: Para onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração também.
Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de odiar um e amar o outro ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas". 
(Evangelho de Mateus 6:19-21,24)
O texto citado, que reproduz um discurso de Jesus - e que pode ser encontrado, com pequenas modificações no Evangelho de Lucas, Capítulo 16, Versículo 13 - não permite dúvidas ou interpretações divergentes, por mais que se queira torçer o que o Cristo disse para justificar os nossos pecadinhos.

 O demônio Mamon, segundo o ocultista francês Cllin de Plancy (Século XIX)

Segundo o Wikipedia: Mamon é um termo, derivado da Bíblia, usado para descrever riqueza material ou cobiça, na maioria das vezes, mas nem sempre, personificado como uma divindade. A própria palavra é uma transliteração da palavra hebraica "Mamom" (מָמוֹן), que significa literalmente "dinheiro". Como ser, Mammon representa o terceiro pecado, a Ganância ou Avareza, também é um dos sete princípes do Inferno. Sua aparência é normalmente relacionada a um nobre de aparência deformada, que carrega um grande saco de moedas de ouro, e "suborna" os humanos para obter suas almas. Em outros casos é visto com uma espécie de passáro negro (semelhante ao Abutre), porém com dentes capazes de estraçalhar as almas humanas que comprara.

Ou seja, em sua fala, Jesus identifica o Dinheiro a partir de uma associação com Mamon, um demônio. 

E, o mais importante: para Jesus, o Dinheiro não se parece com Mamon; o Dinheiro não tem características semelhantes ao tal demônio. 

O Dinheiro é Mamon. 

O caráter diabólico, perverso, do Dinheiro pode ser claramente visto no dia a dia, quando passamos por mendigos na rua, quando vemos crianças morrendo de fome, quando nos horrorizamos com guerras, torturas e massacres. Ou trabalhadores escravizados a uma rotina desumana de trabalho, que os transforma em máquinas movidas a pornografia, anti-depressivos, álcool e drogas.

Tudo isso são ofertas ao Deus-Dinheiro. Nós somos o sacrifício.


Mas, apesar do caráter perverso do Dinheiro, tente viver sem ele nessa sociedade! 

Enquanto formos governados pela ideia de que todas as coisas do mundo precisam ser trocadas, enquanto todas as nossas necessidades forem mercadoria, não haverá muita escapatória, infelizmente. 

Ainda assim, Paz e Bem!

sexta-feira, 18 de março de 2011

LA SUPERLUNA



Nos próximos dias, a lua chegará mais perto da Terra, permitindo aos astrônomos - profissionais e amadores - uma melhor visão do astro.

Hoje, sábado, será o dia em que a Lua estará mais perto do planeta. A última vez em que ocorreu o fenômeno - batizado de "Superlua" pelos cientistas - foi em março de 1993.

Esta foto foi tirada por minha amiga Meiry, da Espanha, na cidade de Tordera, nas proximidades de Barcelona.

Paz e Bem!

CAIO FÁBIO: NADA SABENDO, MAS ENTENDENDO TUDO!

NADA SABENDO, MAS ENTENDENDO TUDO!

Caio Fábio

Jesus disse que a revelação do Pai acerca do Reino de Deus, era dada aos pequeninos, aos simples, aos ensináveis na pureza, aos capazes da emoção, aos sem deuses na alma, aos que buscam a paz, aos que não se vergam ante a perseguição, e nem temem a justiça injusta, pois, preferem ser os marginais da vida, a estarem num centro de poder que seja poder da morte, ou daquilo que faz matar a alma daquele que o pratica.

Então Ele diz que os sábios, os entendidos, os escribas, os senhores do saber; tanto religioso, quanto ético, estético, filosófico, político; ou ainda que seja uma suprema inteligência; justamente por tais poderes, a maioria não O conheceu; pois creram tanto no saber que aprende, que se deixaram apreender no aprender, e por isso não conheceram o tipo de saber que só conhecem os humildes; pois deram tanta importância aos seus próprios pensamentos e lógicas, que não se entregaram às asas do imponderável; pois eram tão conscientes do que era justo, que não perceberam que a justiça é singular, e não se deixa produzir em série; pois eram tão ávidos de conhecimento que vieram a esquecer da Fonte de Todo Saber; pois julgaram tanto que eram elevados pela via da elevação de seus próprios valores e interesses, que perderam o simples valor de ser, que é amar.

Assim...

Bem-aventurado seja todo aquele que aprenda sem saber; que cresça sem parar; que pare sem ficar; que trabalhe no descansar; que descanse no seu trabalhar; que faça a paz em seu andar; que perdoe sem se vangloriar; que vença sem declarar; que se levante sem em ninguém pisar; que faça orações que só o Pai conheça; que dê ofertas e faça favores que fiquem ocultos até de sua própria memória auto-meritória; e que veja a Deus em cada carinha humana da Terra; bem como em todos os seres vivos; e em toda a criação.

Amém!

CAIO FÁBIO: GÊNESIS E APOCALIPSE

O GÊNESIS DO APOCALIPSE

Caio Fábio

Gênesis e Apocalipse se parecem muito, pois, tanto o principio quanto o fim, mostram as mesmas coisas, apenas em escalas diferentes.
Deus não tem que fazer nada para julgar o mundo. Ele criou todas as coisas como Natureza; ou seja: como aquilo que é um sistema de auto-renovação, e evolução em total adaptabilidade. Portanto, aquilo que como natureza é vida, também pode ser morte e auto-extinção; pois, se caminha sem intervenções conscientes, vai sempre na direção da adaptação e da reinvenção de si mesma; todavia, quando sofre intervenções conscientes, como a dos humanos, o ciclo natural se quebra, e a natureza desvanece sob nossas vaidades contra ela.
E mais: ela se torna mutante contra nós: nascem cardos e abrolhos; e os partos se enchem de dores, o mundo se complexifica com roupas e coberturas, e o trabalho exaustivo de lavrar a terra com o suor do rosto, acabou por, no curso dos milênios, gerando o quadro anti-natural que hoje se vê.
O fato é que homem e natureza não conseguem se entender; ou melhor: o homem, de um modo geral, nunca enxergou, discerniu ou compreendeu sua dependência fundamental daquilo que se chama Natureza.
Na realidade, é que a capacidade de vê-la “de fora” — que é o que acontece com o homem —, dá a ele a falsa idéia de que como ele a enxerga, ele não faz parte dela. Como se natureza fosse apenas a parte da criação que não manifesta consciência própria.
De fato, a Natureza não tem consciência individual. Todavia, o sistema natural carrega um poder vital inconsciente; o qual, como sistema, é capaz tanto de acolher a harmonia, quanto também tem o poder de abalar, numa revolta que cresce na medida do agravo que contra ela é perpetrado.
No Gênesis é o encontro do homem com uma Natureza Proibida aquilo que o faz cair. Deus não fez nada. Foi a Natureza das coisas — “nossa” e da “natureza” —, aquilo que aconteceu como ira de Deus que julgou os homens; isso pela violação da Natureza Proibida. Assim, foi o homem quem criou sua própria queda, quando decidiu entrar na Natureza Proibida.
Poder comer de tudo, “menos de uma Árvore”, que era de Conhecimento do Bem e do Mal, era poder perceber que há um limite do homem na própria Natureza.
O mais foi desconstrução espiritual e psicológica que a invasão, pelo homem, da Natureza Proibida, gerou tanto na Natureza quanto no próprio homem. Pois, na mente, a Natureza das coisas é que a mente seja governada pela própria natureza da mente. E está é, mais que tudo, psicológica.
Dessa forma, a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal não existia como tal fora do homem, mas apenas na natureza de sua própria mente.
Nesse sentido, pode-se dizer, que nós fazemos sempre, como seres que existem da e na Natureza, aquilo que será nossa própria morte e juízo, sempre que em nossa natureza mental deixamos de obedecer nossos limites na Natureza.
No Apocalipse é assim também. A natureza faz todo o trabalho de juízo conforme o padrão contra ela praticado, apenas porque não sendo ela mesma e sem intervenções anti-naturais (coisa que somente o homem consegue realizar), sua natureza, nesse caso, é se desconstruir; posto que sua harmonia é em si tão grande, que todas as alterações que nela são feitas, acabam por se transformar numa espécie de desígnio do caos.
“Os poderes são abalados!”
No Apocalipse, a maior parte dos juízos são naturais; e são revoltas dos céus agindo na natureza aquilo que carrega a “ira do Cordeiro”. Daí o Apocalipse ser todo marcado por catástrofes naturais no ar, no mar, nos rios, na vegetação, e mediante catástrofes que sacodem a Terra de seu eixo.
De fato três são as denuncias do Apocalipse: contra os que não adoram ao Cordeiro (antes se entregam aos domínios das Bestas humanas e seus sistemas de domínio e morte), contra os que escravizam e manipulam a alma dos homens, e contra os que destroem a Terra.
O fato é que a “ira do Cordeiro” apenas deixa que os “anjos da natureza” (dos rios, dos mares, do ar, e das vegetações—todas essas menções feitas no próprio texto do Apocalipse), potencializem aquilo que sistematicamente os humanos praticam contra a Natureza; ou, no dizer bíblico mais comum, contra a criação.
Assim, no começo, a desgraça se deflagra a partir da invasão humana da Natureza Proibida. E, no final, é uma espécie de revolta sistêmica e ecológica aquilo que carrega o juízo do Cordeiro sobre a raça humana.
Foi a invasão da Natureza Proibida aquilo que tirou do homem toda a capacidade de ser parte da natureza, posto que uma vez que ele comeu da Natureza Proibida, ele foi tomado pelo surto de, como Deus, não ser parte da Natureza; e, assim, a violentou “de fora”, esquecido de que ele é Natureza também, e depende dela para ser quem é na Terra.
Desse modo, a presente devastação é apenas a manifestação com cara apocalíptica do estender de mão que um dia comeu e interviu na Natureza Proibida.
O tal Conhecimento do Bem e do Mal foi o que nos desconectou do sentido natural da vida.
Desse modo, o comer de uma árvore foi o que nos levou a destruir quase todas elas; assim como foi a invasão da Natureza Proibida aquilo que hoje nos volta como Veto da Natureza contra a presença humana na Terra.
A Natureza está gemendo. Fenômenos como o Tsunami e o Katrina, são apenas os primeiros espasmos de um parto que a Natureza não sabe como evitar, pois, esse filho ela quer abortar.
Jesus chamou isto de “principio das dores”. E, sem dúvida, não havendo um arrependimento em relação a Deus, ao que o homem faz ao homem, e quanto ao que ele mesmo faz à Natureza, o resultado inevitável, sem mão divina, mas apenas como conseqüência do homem ser como ele é —, é o próprio juízo que hoje já todos vislumbram.

quinta-feira, 17 de março de 2011

ESSAS POUCAS LINHAS DE HOJE...

Não, anjo!
Hoje, você não vai encontrar nada de novo por aqui; estou cansado, estou calado.
Só umas poucas linhas, curtas e breves, que inevitavelmente eu dedico a você.
"Estou calado"...Não é bem verdade, né?
Para ser honesto, tento até mesmo não falar demais.
Como posso estar calado se penso em você todos os dias, muitas das minhas horas?
Compro um livro pensando em você; escrevo algumas linhas pensando no que você vai achar. Se vai gostar, acabo deixando como está...
Se penso que não, apago e lembro de você de novo, até a inspiração chegar.
As palavras, minhas poucas linhas, são sobre você. Saudade do que tivemos, andamos e dormimos. Saudades do que ainda vamos fazer.
Mesmo longe, mesmo complicada, mesmo difícil, não me parece impossível!
E você?
Será que você...

Paz & Bem!